Geraldo Leite Rosa Neto é réu pela morte da esposa; policiais são ouvidos em julgamento que pode expulsar oficial da corporação
Yasmin Silvestre e Larissa Soave, da CNN Brasil*, em São Paulo
A Polícia Militar de São Paulo voltou a ouvir, nesta segunda-feira (11), as testemunhas no julgamento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo assassinato da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos.
O processo administrativo foi instaurado pela PM e tem o objetivo de analisar se o oficial possui condições de continuar em seu cargo. Dependendo da decisão, o tenente-coronel pode ser expulso da corporação.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as oitivas acontecerão ao longo desta semana. De acordo com o documento do Conselho de Justificação, estão agendados os depoimentos da soldado Sara Barbosa Zerbinatti, do tenente Guilherme Adriano Lucas, da subtenente Sheila Aparecida Magrini Cruz e da cabo Suziane de Fátima Batista do Amaral.
A soldado e o tenente serão ouvidos nesta segunda-feira (11), enquanto a subtenente e a cabo serão ouvidas na quinta-feira (14).
De acordo com o advogado de defesa do tenente-coronel, esse é o início da instrução processual, com a garantia do contraditório e ampla defesa. Segundo ele, a fase de instrução, que teve início em abril teve apenas uma testemunha.
Justiça comum
Em relação ao julgamento pelo processo de feminicídio e fraude processual, Geraldo Leite Rosa Neto deverá ser julgado pela 5ª Vara do Júri da Justiça Comum, vinculada ao Tribunal de Justiça de São Paulo, e não pela Justiça Militar. A decisão foi tomada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) no último dia 28 de abril.
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